A 56 ª reunião da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), o maior encontro da oncologia mundial, aconteceu entre os dias 29 e 31 de maio, desta vez em formato virtual devido à pandemia da COVID-19. Com o tema “Unir e conquistar: acelerar o progresso juntos”, a edição deste ano contou com mais de 2,4 mil abstratcs selecionados para publicação online.

Entre os vários trabalhos apresentados no evento, destaca-se a avaliação dos resultados de longo prazo do estudo MINDACT. Trata-se de um estudo extremamente relevante para a prática clínica, pois demonstra que um teste molecular (plataforma gênica de 70 genes) é capaz de predizer o benefício da quimioterapia em um determinado grupo de pacientes.

Na apresentação da pesquisa, observou-se que cerca de 90% das pacientes estavam livres de doença após oito anos do diagnóstico de câncer de mama. Porém, na avaliação dos resultados conforme a idade das pacientes, observou-se que a omissão de quimioterapia em pacientes jovens determinou resultados abaixo do esperado previamente.

Outro tema apresentado no encontro explorou dados do Covid-19 examinando a mortalidade e doença grave em pacientes com câncer infectados com a Covid e o uso de azitromicina e hidroxicloroquina, pesquisa global sobre Cocid-19 em pacientes com câncer de pulmão e o impacto de outros tratamentos oncológicos.

Em resumo, a evolução do tratamento do câncer de mama tem se mostrado constante e, na maioria dos casos, permite uma discussão individualizada e multiprofissional!

 

Outra boa notícia para os pacientes oncológicos: obrigatoriedade de seguro saúde cobrir quimioterapia oral

O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei (PL) 6.330/2019, de autoria do senador Reguffe (Podemos-DF), que dispõe sobre a garantia de tratamento quimioterapia de uso oral registrado na Anvisa para pacientes com câncer, mesmo que o medicamento não esteja no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).  O PL, que determina que as empresas de plano de assistência à saúde tornem automática a cobertura para tratamentos antineoplásicos ambulatoriais e domiciliares de uso oral, segue para apreciação na Câmara dos Deputados.

No PL 6.330/2019, o senador Romário (Podemos-RJ), relator do projeto, estabeleceu o prazo de 48 horas, para liberação do tratamento oral oncológico. De acordo com o parlamentar, a aprovação do projeto pode beneficiar cerca de 50 mil pessoas com câncer em todo país. Além da quimioterapia, o PL inclui também procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer e hemoterapia.

Na avaliação de Reguffe, não faz sentido os planos de saúde deixarem de arcar com os custos de medicação devidamente autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), apenas por deixar de constar na lista da Agência Nacional de Saúde (ANS), protocolo esse que pode levar cerca de dois anos para atualização.

O senador observou ainda que deve apresentar, em breve, projeto de mesma natureza, para contemplar os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Medicamentos

Os antineoplásicos são medicamentos utilizados para destruir neoplasmas – massa anormal de tecido –, ou células malignas, a exemplo do câncer, e tem como finalidade evitar ou inibir o crescimento e a disseminação de tumores.

 

Fonte: @sbmastologia


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